Como precificar uma peça de impressão 3D sem vender no prejuízo
"Quanto custa pra fazer essa peça?" é a pergunta mais comum que recebemos — e também a que mais gente responde errado no começo, cobrando só o preço do filamento gasto. Isso cobre o material, mas não cobre o negócio.
O que entra na conta, além do filamento
Energia elétrica da impressora rodando por horas, desgaste do próprio equipamento (uma impressora não dura para sempre — ela precisa se pagar), o seu tempo modelando ou ajustando o arquivo, embalagem, e a taxa do marketplace ou meio de pagamento se você vende por fora. Empacotar isso tudo é o que separa um preço que sustenta o negócio de um preço que só sustenta o hobby.
O erro do gross-up: dividir em vez de multiplicar
Se o marketplace cobra 20% de taxa e o seu custo é R$ 50, multiplicar por 1,20 dá R$ 60 — mas depois de pagar 20% de R$ 60 (R$ 12), sobram R$ 48: menos que o custo. A conta certa é dividir o custo por (1 − taxa): R$ 50 ÷ 0,80 = R$ 62,50. Só assim, depois da taxa sair, o que sobra realmente cobre o custo e ainda deixa a margem que você planejou.
Taxa de falha: a peça que não deu certo também tem custo
Nenhuma operação de impressão 3D tem 0% de falha — filamento embolado, queda de energia, peça que solta da mesa na hora 8 de uma impressão de 12h. Se você não embute uma margem de segurança pensando nisso, a primeira peça que falhar come o lucro de várias peças vendidas.
A gente pode desenvolver e produzir o seu projeto
Conte o que você precisa — analisamos e respondemos com um orçamento.
Solicitar um projetoNão existe fórmula genérica que sirva pra todo negócio — o volume, o material e o canal de venda mudam a conta. Mas ter essa estrutura de custo clara, mesmo que você ajuste os números depois, já evita a armadilha mais comum: vender com prejuízo achando que está lucrando. 🧡